rebelião na Casa de Custódia de Curitiba, que começou por volta das 18h de domingo (1º), foi encerrada na manhã desta quinta-feira (5).

Ao todo, cinco agentes penitenciários foram rendidos pelos rebelados. Um deles foi liberado ainda na noite de domingo e os outros três na tarde desta quarta (4).

O último refém foi libertado com o fim da rebelião. Por precaução, ele foi encaminhado para atendimento médico, segundo a polícia. Não há informações sobre presos feridos.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Ricardo Carvalho, disse que o quinto refém foi liberado com segurança. Segundo ele, os presos que participaram do tumulto serão encaminhados direto para a delegacia para serem indiciados por cárcere privado, tortura, e destruição do patrimônio.

Ainda conforme Carvalho, é a primeira vez que isso acontece na história do Paraná.

Dos 600 presos que estão lotados no local, 172 estão participaram da rebelião. Eles concentraram o tumulto em uma das três galerias da unidade prisional e exigiram a transferência de alguns presos que estão detidos no interior para a Casa de Custódia porque estariam sendo ameaçados por facções rivais.

As negociações

O capitão da Polícia Militar (PM) Marcos Roberto, disse que as negociações foram muito bem sucedidas. “Não houve violência, houve paz e tranquilidade”. Ele também afirmou que a luz, a água e a alimentação dos presos foram restabelecidas com o fim do tumulto.

Com relação ao pedido sobre as transferências, ficou garantido, segundo Marcos Roberto, mas ainda não tem data para que isso aconteça.

“As transferências vão demorar um pouco mais em virtude de que não tem como fazer uma transferência nesse momento porque a cadeia tem que estar em plena segurança”, explicou.

O que diz a Sesp

Ainda sobre o pedido de transferência feito pelos rebelados, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP-PR) disse que o Depen já havia feito um mapeamento, em meados do segundo semestre de 2016, para localizar presos envolvidos nas principais facções que atuam dentro dos presídios do estado.

Depois disso, conforme a Sesp, algumas transferências começaram a ser realizadas para evitar a possibilidade de confrontos. Os presos que não puderam ser removidos foram colocados em celas especiais, chamadas ‘seguro’, também na tentativa de evitar o problema. “A intenção da direção do Depen é evitar qualquer conflito entre detentos”, diz diz trecho da nota.

Com relação aos celulares que ingressaram no presídio, o Depen informou que vai abrir um procedimento interno para apurar a entrada dos aparelhos na unidade penitenciária.

A rebelião durou quatro dias e, conforme o Sindarspen, foi a mais longa dos últimos dez anos no Paraná.

(G1)

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