Dados divulgados pela Polícia Militar (PM), nesta segunda-feira (10), apontam que três trabalhadores da corporação são afastados por dia com atestado psiquiátrico no Paraná. O problema ganhou visibilidade após a Associação de Praças do Estado do Paraná (Apra) questionar uma exigência da Corregedoria-Geral da PM que, por exemplo, determinou a volta ao serviço de William Moreira de Almeida, quatro dias antes dele matar o primo e a namorada.

De acordo com a Diretoria de Pessoal da PM, em 2018 já são 752 policiais com atestados por alterações psiquiátricas. Em 2017, foram 991 trabalhadores ao longo do ano, cerca de 5% do efetivo total da PM.

Em 2018, os 2.336 atestados apresentados pelos 752 policiais representam 23% do total de documentos médicos recebidos na corporação e que justificam afastamentos.

A resposta da PM se dá diante das críticas da Associação de Praças do Estado do Paraná (Apra), que questiona na Justiça uma orientação que trata dos atestados na corporação. Para a entidade, essa medida da Corregedoria “criminaliza” a saúde dos policiais.

O coronel Everon Cesar Puchetti, da Diretoria de Pessoal, porém, justifica que ela é necessária por conta de alguns casos de afastamentos que parecem sem tempo determinado. “Esses policiais utilizavam atestados para não retornar mais ao trabalho, agora todas as situações psiquiátricas passam por uma junta médica”, explicou.

No caso do soldado William, ele havia recebido autorização de um psiquiatra do Hospital Bom Retiro e também da junta médica da PM para retornar ao serviço.

(Fonte: Banda B)

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