A calçada em frente a Norospar foi ocupada na manhã desta segunda-feira (24) por profissionais da instituição para conscientizar sobre a importância da doação de órgãos. A atividade faz parte da campanha Setembro Verde e arrancou elogios de quem passava pelo local, na avenida Ipiranga.

Logo nas primeiras horas, dezenas de pessoas foram abordadas com materiais e oferta de serviços gratuitos de aferição de pressão e testes de glicemia. A atividade continuará no período da tarde e seguirá até as 17h.

“O resultado, quando conversamos, é sempre muito positivo. Percebemos que as pessoas estão perdendo o receio de falar sobre o assunto, que é de fundamental importância para salvar vidas que ficam”, disse a enfermeira Danusa Goin, coordenadora da CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante) da Norospar.

O Paraná alcançou o primeiro lugar em doação de órgãos para transplantes no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o índice de doações no Paraná contabiliza 44,2% por milhão de população, entre janeiro e março de 2018. Em segundo lugar está Santa Catarina (33,7%) e em terceiro o Ceará (29,7%).

Desde o início de 2018, o Paraná já realizou 405 notificações de doações, sendo 125 efetivadas. Em 2017, no mesmo período, foram 261 notificações e 81 doações efetivas. Houve aumento de 54%. Se comparado aos primeiros meses de 2010, quando houve 22 doações efetivas no Paraná, o aumento é ainda maior e chega aos 468%.

Histórico
A Norospar tem um histórico de várias captações bem-sucedidas nos últimos anos. O trabalho mobiliza um considerável número de profissionais altamente preparados, da abordagem da família ao procedimento cirúrgico, logística e transplante. “A gente que está nessa área sempre se emociona muito porque sabe que uma vida está indo, mas outras serão salvas”, afirma Goin.

“Estamos em primeiro lugar no Brasil, mas superamos a Espanha, por exemplo. Portanto se mantivermos essa estabilidade e esse número crescente poderemos ficar em primeiro no mundo”, afirmou o secretário de Saúde do Estado, Antônio Carlos Nardi.

Além de órgãos, também podem ser doados tecidos como córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas e tendões. Todas as doações são feitas por meio do Sistema Estadual de Transplantes, que é encarregado pela coordenação e gerenciamento da fila de quem espera por um órgão no Paraná.

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