A Polícia Civil identificou duas mulheres, de 21 e 29 anos, suspeitas de desviar R$ 180 mil em dinheiro da imobiliária onde ambas trabalhavam. Na manhã da última terça-feira (04/12), policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas, onde as duas residem – uma no bairro Boa Vista, em Curitiba, e outra em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. Os mandados judiciais foram expedidos pela 8ª Vara Criminal de Curitiba.

De acordo com o delegado-adjunto da DFR, Emmanoel David, as investigações tiveram início assim que um dos sócios da imobiliária comunicou a delegacia quanto a um eventual rombo nas contas da empresa. “Foi nos relatado que não havia dinheiro disponível para pagamento dos funcionários”, revela David.

Segundo o delegado, foram realizadas análises nas movimentações apresentadas pela empresa, sendo possível constatar que havia assimetria entre valores de entrada e a receita para o pagamento de despesas. “Ouvimos alguns funcionários e colhemos informações que nos levaram às suspeitas”, afirma.

Esquema

As funcionárias da imobiliária passaram a desenvolver uma simples, porém bem arquitetada, ação para desviar o dinheiro que entrava no caixa da imobiliária. Inicialmente, elas desviavam o pagamento do chamado “caução fiança” (uma espécie de cheque caução em forma de depósito), usado para garantir o aluguel de determinado imóvel.

“No momento em que o locatário faria a transferência, elas registravam a operação com o cartão bancário em uma máquina de débitos de uma das suspeitas. Isso fazia com que os depósitos caíssem diretamente na conta dela”, explica o delegado Emmanoel David.

Posteriormente, as suspeitas também teriam desviado valores por meio de pagamento em espécie e por emissão de boletos bancários. Em alguns casos, elas teriam desviado inclusive o pagamento de aluguéis atrasados.

Uma das suspeitas se apresentou na delegacia e admitiu que teria recebido cerca de R$ 2,3 mil por meio de um depósito. Ela afirmou que pretende ressarcir o valor para a imobiliária. A outra deve ser ouvida nos próximos dias. Ambas serão autuadas pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança. Nenhuma possuía antecedentes criminais.

(Banda B)

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