Dois traficantes brasileiros fugiram da sede do Agrupamento Especializado da Polícia Nacional do Paraguai, em Assunção. O governo local afirmou que houve cumplicidade dos agentes e anunciou nesta segunda-feira (17) a prisão de 18 policiais por suspeita de facilitarem a fuga.

A administração constatou a fuga de Thiago Ximenes, conhecido como Matrix, e de Reinaldo Araújo, depois do horário de visita na tarde de domingo (16), durante a contagem dos presos.

O presidente paraguaio, Mario Abdo, declarou que houve cumplicidade por parte dos agentes que atuam na segurança do Agrupamento Especializado, que é administrado pela Polícia Nacional e não faz parte do Departamento Prisional paraguaio. No quartel ficam presos empresários, políticos e criminosos perigosos.

Abdo disse que “enquanto houver cúmplices da máfia, não há protocolo de segurança que funcione”, referindo-se às violações de segurança dentro da prisão. Em novembro, o traficante carioca Marcelo Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, matou em uma cela uma jovem de 18 anos em uma tentativa de evitar que as autoridades o extraditassem. Ele foi entregue dias depois às autoridades brasileiras.

“Este é um assunto interno da instituição. Vamos fazer uma investigação, tratar de esclarecer e dar uma informação precisa. Podem ter sido dois motivos: cumplicidade ou negligência. É o que deve ser resolvido”, apontou o diretor de Assuntos interno da Polícia Nacional, Gaspar Mereles.

Os fugitivos

No Paraguai, Matrix responde por crimes como homicídio, tráfico de drogas e de armas e organização criminosa. Ele é apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo que abastecia com armas e drogas.

Matrix também é fugitivo de presídios argentinos, paraguaios e brasileiros antes de 2013 e suspeito de participar de um assalto a um banco em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, em 2014. No mesmo ano, ele foi preso em Ciudad del Este.

Reinaldo Araújo é investigado por vários homicídios na região da fronteira e também é suspeito de integrar o PCC.

(G1)

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