A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba começa a ouvir nesta quinta-feira (10), as testemunhas do caso da morte de Douglas Regis Junckes, engenheiro de 36 anos morto no dia 20 de maio, no Juvevê, depois de uma discussão com um vizinho por causa do som alto. O morador morreu no local após levar três tiros do empresário Antonio Humia Dorrio, de 49 anos, que morava no apartamento de cima. Dorrio chegou a ser preso, mas responde ao processo em liberdade.

A audiência se trata da instrução da primeira fase do procedimento. A partir desta quinta, serão ouvidas testemunhas indicadas pela acusação, pela defesa e o último a ser ouvido será o réu. Na sequência, o Ministério Público e a defesa apresentam suas teses até a decisão do juiz. O caso pode ser levado a júri popular.

Na época do crime, Dorrio disse em depoimento à Polícia Civil que vinha tendo problemas de relacionamento com o vizinho Douglas Regis Junkes,  já há seis meses. Ele assumiu que matou Junkes com três tiros durante uma discussão por causa de som alto, em um apartamento de classe média-alta no bairro Juvevê, em Curitiba. Na confusão, ele acabou se ferindo no braço, procurando socorro no Hospital Cajuru, onde foi preso.

Ainda no depoimento, o empresário alegou que agiu em legítima defesa. “Uma situação lamentável. O empresário se descontrolou, desceu para discutir e houve uma briga, quando efetuou quatro disparos, acertando três vezes o vizinho e seu próprio braço. Ele disse que houve uma briga com o rapaz e que a vítima teria tentado tomar a arma dele, esta é a tese que nos apresenta”, descreveu à Banda B o delegado Fábio Machado, da Central de Flagrantes, na época do crime.

Segundo o vizinhos, Dorrio voltou de viagem e queria dormir no domingo à tarde. Ele teria ficado irritado com o som alto do vizinho debaixo, no 4ª andar. Foi até lá tirar satisfações, já armado, ao que tudo indica. Os dois entraram em luta corporal e o empresário deu três tiros em Junkes, sendo um na cabeça e dois no peito. A vítima morreu na hora e o atirador fugiu de carro.

“Pelo o que o empresário falou, já tinha este problema com o rapaz há cerca de seis meses e agora vai responder por este crime grave, já que foi autuado por homicídio por motivo fútil”, descreveu Machado.

O empresário Antonio Dorrio ficou preso por cerca de 20 dias. Ele foi libertado, mas ficou proibido de frequentar o prédio onde ocorreu o crime e não pode ter contado algum com testemunhas do inquérito.

 

 

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