A roda de conversa promovida pela Secretaria Municipal de Comunicação Social, em comemoração aos 64 anos de Umuarama, teve mais um capítulo na noite da última terça-feira, 2, no teatro do Centro Cultural Vera Schubert, com a homenagem à pianista que dá nome à casa de cultura. Vera Zita Nitsche Schubert nasceu em Viena, na Áustria, viveu os horrores de duas guerras mundiais e ainda nova deixou seu país, passando por várias regiões da Europa e, por fim, desembarcou no Brasil. Passou por Santos (SP) e chegou ao Paraná na região Norte.

Veio viver em Umuarama no início da década de 1960 e morreu em 2008, poucas semanas antes de completar 100 anos. “Relembrar histórias que contam histórias é o foco do projeto, que não vai parar com o fim das festividades do aniversário. Teremos outras rodas de conversa e novos vídeos sobre pioneiros, protagonistas da nossa história, uma ideia do prefeito Celso Pozzobom que tem dado ótimos resultados”, explicou a secretária de Comunicação, Letícia Macedo D’Avila Correa.

Após a exibição do vídeo da minissérie “Eu amo Umuarama”, em nome da homenageada falou a ex-aluna de piano e hoje professora da Academia Musical Schubert – a mais antiga da cidade –, Eliane Regina Maldonado Garcia. “A história de Vera Schubert é muito rica e quem passa pela academia a conhece. É uma pessoa por quem tenho muita gratidão e saudade. Através da academia continuamos com o seu sonho de ensinar a música clássica e promover transformações. Agradecemos a presença de todos, ao prefeito Celso Pozzobom e à Secretaria de Comunicação, pela iniciativa e por tudo que já foi feito em memória de Vera Schubert”, afirmou.

A secretária municipal de Educação, em nome do prefeito, entregou um quadro de lembrança para Eliane e a filha de Vera, Marion Schubert. “É uma honra para mim estar aqui, ouvindo histórias e vendo a luta dos pioneiros numa época em que nem energia elétrica havia na cidade. Hoje, para os nossos filhos, está tudo ‘pronto’. Temos água encanada, luz, telefone, internet, mas naquele tempo só havia dificuldades e mesmo assim eles construíram essa linda cidade, que sobrevive na continuidade daquilo que se plantou naquela época”, disse.

A professora Ivete Todero Uliana, que tem formação em psicologia, lembrou que Vera Schubert foi vizinha de Sigmund Freud, médico neurologista e criador da psicanálise, em Viena. “Ouvi muitas histórias dele, através da Vera. Foi uma convivência que trouxe sabedoria”, afirmou. O professor Augusto Gaioski – secretário de Educação e Cultura na época da construção do Centro Cultural (na gestão do prefeito Romero Filho) e da inauguração pelo então prefeito Alexandre Ceranto – lembrou que o nome “Centro Cultural Schubert” foi um “arranjo” para homenagear a pianista, já que prédios públicos não podiam levar nomes de pessoas vivas, e que só após a morte dela é que a casa de cultura pode levar o nome completo da homenageada.

Também relembraram histórias de convivência com Vera Schubert alguns amigos da família, como Lourdes Scapin – cuja irmã Nívea se formou com a pianista e vive de música, profissionalmente, no Estado de São Paulo –, Anecy Oncken, Rômulo Rauen – que se emocionou com as lembranças – e o radialista Raul Lopes, entre outros convidados.

Gaioski sugeriu à administração municipal e à Fundação Cultural a aquisição de um piano de cauda para o Centro Cultural Vera Schubert. Devido a um compromisso previamente marcado para o mesmo horário, o prefeito Celso Pozzobom não pode comparecer a esta roda de conversa.

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