Questionada sobre perdão a Joel, Maureen disse não estar pronta para isso no momento e garantiu que o único desejo dela é que o motorista responda pelo acidente. “Ele é um ser humano, trabalhador e pai de família, mas nada traz de volta o meu Lukas. Quero que ele perceba o que aconteceu e que pague por isso. Meu objetivo é que nenhuma outra esposa ou mãe chore por saber que seu familiar não vai mais voltar”, disse.

Maureen e Lukas estavam casados há um ano e meio, mas se conheciam há pelo menos 15. A esposa conta que Lukas havia deixado a aeronáutica para realizar um sonho, que era se tornar policial militar.

O advogado da família, Jeffrey Chiquini, disse que o acesso aos elementos do inquérito indicam para o homicídio doloso. “O desejo é que a mesma lei que o soldado Brandt defendeu, venha a defendê-lo. O Joel assumiu o risco de causar a morte, já que além de embriagado, vinha conduzindo na pista contrária. Ele previu o resultado como possível e foi indiferente, assumindo o risco de atingir um veículo no sentido contrário, vindo a passar por cima do Rafael”, disse.

Chiquini ainda criticou o depoimento de Joel sobre o acidente. “Estamos extremamente indignados com a declaração dele, que disse de forma muito injusta ter imaginado ter acertado um animal. Isso é um desrespeito com um ser humano e com a dignidade com aquele policial militar”, concluiu.

Preventiva

Na última semana, a 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais negou o pedido de prisão contra o motorista que atropelou e matou Lukas. O pedido havia sido feito pelo delegado Amadeu Trevisan, que alega que imagens de câmeras de segurança mostram que Joel Bin, de 44 anos, estaria visivelmente imprudente no momento do acidente.

Em entrevista à Banda B nesta terça-feira (23), a defesa elogiou a decisão. “Na sexta-feira passada, o acusado se apresentou para dar sua versão, mas não foi recebido nem pelo delegado, nem pelo escrivão de polícia. Apenas hoje, ficamos sabendo o motivo, que foi a representação pela prisão preventiva. A juíza rechaçou, de maneira correta, lembrando que o acusado é primário, tem residência fixa, nunca respondeu a processo criminal e que não haveria motivos para a prisão. Hoje entendemos o motivo da negativa em sermos atendidos”, disse.

Fonte:http://bandab.com.br

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