Um boletim epidemiológico divulgado nesta semana pela Secretaria de Estado da Saúde registra 1.029 casos confirmados de dengue no Paraná. São 104 novos casos, um aumento de 11,24% em relação à semana anterior – quando os casos somavam 925. O informativo traz 829 autóctones (quando a doença é contraída na cidade do paciente).

Seis municípios estão em situação de epidemia (Floraí, na região de Maringá, Nova Cantu, Quinta do Sol, Inajá, Santa Isabel do Ivaí e Uniflor). De 28 de julho até agora são 9.176 notificações para a dengue em todo o Estado. Os municípios com mais casos suspeitos são Londrina (1.644), Foz do Iguaçu (1.336) e Maringá (692).

Em Umuarama, o número de casos confirmados aumentou para 26, enquanto seguem em investigação 144 notificações de casos suspeitos. Ciente dos riscos de agravamento da situação, a Secretaria Municipal de Saúde vem realizando várias ações preventivas e tentando mobilizar a sociedade para fazer a sua parte no combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

Além das operações de bloqueio em torno da residência de pacientes com suspeita de dengue, Vigilância em Saúde Ambiental retomou o plantio de orquídeas em ocos de árvores na Zona 2, região que apresentou alto índice de infestação predial por larvas do mosquito no último Liraa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti).

“Estamos inspecionando árvores e plantando mudas de orquídeas nos ocos e fendas, que apresentam acúmulo de água e larvas do mosquito. A população pode auxiliar este trabalho indicando onde há troncos com ocos e também doando mudas da flor. Nossa equipe faz a retirada e ainda o manejo da touceira de orquídeas, melhorando o aspecto e até a saúde das plantas”, explicou o chefe da Vigilância Ambiental, Carlos Roberto da Silva.

Outro trabalho realizado é a fiscalização de edificações com o apoio de um drone. A vistoria vem sendo feita desde a semana passada na Avenida Paraná, entre a Praça Arthur Thomas e o Camelódromo, e já foram emitidas sete notificações para limpeza de telhados e calhas.

Na parte educacional, a equipe de Educação em Saúde está atuando junto a pessoas com idade superior a 60 anos, que têm 12 vezes mais risco de morrer por dengue do que outras faixas etárias, segundo o Ministério da Saúde. “Os idosos também têm algumas atitudes perigosas em seu cotidiano: acumulam água da chuva, gostam muito de plantas e animais de estimação, deixando possíveis criadouros do mosquito em suas residências”, explicou a coordenadora da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), Maristela de Azevedo Ribeiro.

Por este motivo, a Educação em Saúde lançou um novo projeto teatral – “Dengue? Nem em pesadelo” – para conscientizar os idosos sobre perigos que podem encontrar em suas nossas residências. “É preciso estar atento. Iniciamos esta semana no Centro de Convivência do Idoso e depois vamos estender a outras entidades. Em breve teremos também a Semana de Combate à Dengue, com uma série de ações envolvendo toda a sociedade”, completou Maristela.

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