Parte da quadrilha presa armamento de guerra e mais de mil munições em uma mansão de Pedro Juan Caballero, em maio de 2017, conseguiu escapar durante a fuga em massa do Presídio de Pedro Juan Caballero, na divisa com Mato Grosso do Sul. Ao todo, 75 internos estão foragidos, 40 deles são brasileiros e integrantes do PCC (Primeiro Comanda da Capital).

Luiz Antônio Varela da Silva, Laurindo de Sousa Neto, Allan Gabrecht dos Santos e Timóteo David Ferreira, apontado como um dos principais chefes do PCC na fronteira, estavam detidos por associação criminosa, tráfico de drogas e porte ilegal de arma, desde que foram flagrados na mansão, considera na época como “escritório do crime”.

Os quatro brasileiros foram presos com outros três comparsas. Na casa de alto padrão onde a quadrilha estava, foram encontrados 15 celulares, três coletes à prova de bala, um fuzil calibre 5.56 com cinco carregadores, um fuzil AK47 calibre 7.62 com oito carregadores e um fuzil Fal calibre 7.62 com um carregador.

Também foram apreendidos no local mil cartuchos calibre 5.56, 500 cartuchos 7.62 e 12 munições de revólver calibre 357, três carros, uma caminhonete e porções de maconha e cocaína.
Além de Luiz, Laurindo, Allan e Timóteo, foram presos na data o brasileiro Diego Vieira dos Santos e paraguaios Félix David Sánchez Escobar e Marcelo Gayoso.

Mansão em Pedro Juan Caballero, onde funcionava escritório do PCC (Foto: ABC Color)

A fuga – A fuga em massa aconteceu na madrugada deste domingo (19). Os presos estavam no pavilhão B na Penitenciária e chegaram a cavar um túnel em uma das celas. No entanto, o ministro do interior no Paraguai, Euclides Acevedo, disse nesta manhã “que a maioria dos presos escaparam pelo portão principal e não pelo túnel”.

Ainda conforme as declarações do ministro, “houve a liberação dos presos” e o túnel escavado foi utilizado apenas para “legitimar a liberação” dos presos. A polícia ainda investiga a saída de outros internos do presídio ao longo da semana passada. “Uns 15 saíram uns dias antes”, alega Acevedo.

As autoridades acreditavam, inicialmente, que haviam fugido 91 presos, praticamente toda a ala do PCC no Presídio. Um deles ficou para trás e foi detido pela polícia. A fuga em massa mobiliza todas as forças de segurança paraguaias e brasileiras no entorno do presídio e nas cidades gêmeas Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Na BR-463, em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã, a polícia encontrou três camionetes incendiadas, que acredita terem sido utilizadas para a fuga.

Fonte: Campo Grande News

 

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