O novo boletim divulgado nesta terça-feira (11) confirma seis novas mortes de dengue nos municípios de Jesuítas, Peabiru, Maringá, Ivatuba, Paiçandu e Sertaneja, totalizando 13 mortes no Estado.

Os dados apontam 20.563 casos confirmados, 5.866 a mais que na última semana e 3.446 em investigação. O número de notificações subiu para 64.825, um aumento de 31,05% em sete dias.

62 municípios estão em situação de epidemia, 12 a mais que o último boletim – Nova Aurora; Engenheiro Beltrão; Cruzeiro do Oeste; Cianorte; Loanda; Nova Aliança do Ivaí; Nova Londrina; Querência do Norte; Flórida; Santa Inês; Tupãssi e Jardim Alegre.

O Paraná iniciou no ano passado a campanha “Dengue Mata” com o propósito de conscientizar as pessoas para a eliminação de focos do mosquito ressaltando os riscos que a doença traz. “A campanha é voltada totalmente para a necessidade de mudança de atitude da população, sobre o que cada um de nós pode fazer para combater o mosquito Aedes aegypti. Insisto que a melhor e mais eficiente forma de combater o mosquito e os criadouros é pela remoção mecânica”, afirmou Beto Preto.

A Secretaria de Estado da Saúde promove uma capacitação em Maringá sobre o uso do novo inseticida de combate à dengue para os profissionais das Regionais de Saúde e municípios sede nesta terça e quarta-feira (11 e 12). O novo produto, o cielo, será enviado pelo Ministério da Saúde e deve chegar ao Estado em março.

O evento será com as 22 Regionais de Saúde em duas turmas e tem por objetivo repassar o conteúdo técnico disponibilizado pelo Ministério da Saúde, com orientações e esclarecimentos sobre o manejo do produto. “Há alguns dias enviamos quatro técnicos das coordenadorias de Vigilância Ambiental e Sanitária da Secretaria para o treinamento sobre o uso deste novo inseticida e agora repassaremos às Regionais, que posteriormente capacitarão os municípios de sua abrangência”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Segundo a Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, o Paraná recebeu em janeiro deste ano 19 mil litros de malathion referente ao saldo remanescente do Ministério da Saúde. “Este quantitativo não atende a todos os municípios e não é a solução para a eliminação do mosquito no Estado. O inseticida só é eficaz para eliminação de parte dos mosquitos que estão voando, ou seja, o mais importante é eliminar os criadouros que estão em sua grande maioria, nas residências”, afirmou a coordenadora Ivana Belmonte.

CIELO – O novo inseticida é composto por imidacloprido (neonicotinóide) e praletrina (piretróide). Os princípios ativos são diferentes do malathion pois vem pronto para uso em Ultra Baixo Volume (UBV) que é popularmente conhecido como “fumacê”.

De acordo com a Resolução Sesa nº 459/2014, os municípios que quiserem solicitar a utilização de UBV pesado devem protocolar um pedido documentado à Regional de Saúde de sua abrangência que após análise repassará para a Sesa.

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