O Ministério Público do Paraná deflagrou no último dia 20, uma operação para busca e apreensão e interdição de Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI) em Nova Olímpia, Noroeste do estado. A partir de procedimento conduzido pela Promotoria de Justiça de Cidade Gaúcha, responsável pela comarca, o MPPR verificou que o local tinha diversas irregularidades de ordem sanitária e administrativa que colocavam em risco as pessoas mantidas ali.

Durante a ação, para apurar possíveis práticas criminosas contra os abrigados, foram apreendidos documentos pessoais dos idosos, cartões bancários (com senhas), folhas de cheques, notas fiscais e documentos assinados por idosos analfabetos. Esse material foi encaminhado à Delegacia de Polícia para apuração de crimes – sem prejuízo da adoção das medidas administrativas cabíveis por violação ao Estatuto do Idoso. O Ministério Público apurou que a ILPI não tinha certificado de vistoria de Bombeiros, equipe de apoio e outros itens básicos para ser mantida em funcionamento.

Famílias – Os 21 idosos que estavam abrigados no local foram retirados antes da ação e encaminhados a hospitais e unidades de saúde. Um deles reclamou que há dois dias tinham problemas de visão, mas que não havia sido atendido pelos responsáveis pela ILPI. Nos próximos dias o MPPR e os órgãos municipais responsáveis procederão com o encaminhamento de todos às famílias ou municipios de origem.

A operação foi realizada com suporte da Polícia Civil de Cidade Gaúcha, Polícia Militar de Tapira e Nova Olímpia, Vigilância Sanitária de Nova Olímpia, Corpo de Bombeiros de Umuarama e das Secretarias Municipais de Saúde e Assistência Social de Nova Olímpia, bem como do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos do Idoso e da Pessoa com Deficiência, do MPPR.

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