Familiares e amigos do engenheiro blumenauense Douglas Junkes, assassinado a tiros, em 2018, por um vizinho, dentro do próprio apartamento, em Curitiba, estão expondo desde o dia 11 de maio, em um outdoor no bairro Juvevê, sua indignação com a morosidade com que o processo vem rolando na Justiça. O acusado de matar Douglas, Antônio Humia Dorrio, esteve apenas 18 dias em prisão preventiva e segue em liberdade dois anos após o ocorrido.

O outdoor, pago por amigos e conhecidos do blumenauense, fica por duas semanas na Rua Alberto Folloni, na altura do número 893, próximo ao Museu Oscar Niemeyer. O objetivo é prestar uma homenagem e, ao mesmo tempo, seguir cobrando para que o acusado seja preso.

Junkes foi assassinado com quatro tiros à queima roupa no dia 20 de maio de 2018, quando Dorrio foi armado até o apartamento da vítima para, supostamente, reclamar de som alto. Testemunhas no caso relataram, no entanto, que não ouviram nenhum barulho acima do normal antes do crime. Também não há registro de reclamação formal no condomínio.

O caso corre no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná onde, em julho de 2019, o juiz Daniel Surdi Avelar, titular da 2ª Vara Sumariante do Tribunal do Júri de Curitiba, determinou que fosse a júri popular, como homicídio doloso (quando há a intenção de matar). Desde então, a defesa do réu vêm recorrendo da decisão, sob o argumento de que ele agiu em legítima defesa, mesmo diante das provas colhidas pela perícia, que indicam a intenção de matar, e da ausência total de indícios de defesa por parte de Douglas, que estava desarmado.

“Não deveria ser aceitável um assassino ficar livre. A humanidade evoluiu, não é passível de aceitação uma postura agressiva e doente dessas. Um crime bárbaro como esse não pode ser beneficiado com impunidade. Já demorou demais!” afirma Kalinka Maronez Moura, amiga da vítima e da família.

Quando foi morto, Douglas Regis Junckes, estava prestes a completar 36 anos. Era o filho do meio da família Junckes, formada pelo pai Hercílio Junckes, aposentado, e pela mãe Rosangela Junckes, do lar. Deixou ainda os irmãos Denise Storrer e Eduardo Junckes. Engenheiro elétrico, trabalhava na empresa Nokia havia 13 anos, ocupando funções no Brasil e no exterior, e se preparava para uma viagem de férias na Europa, na companhia de amigos. Foi morto pelo vizinho poucas horas antes de pegar o vôo.

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