Cerca de dois caminhões de lixo, roupas velhas, móveis e objetos sem condições de uso foram retirados de uma residência no Parque Dom Pedro I no último sábado (25) pela Vigilância Sanitária Municipal. Os materiais lotavam todos os cômodos de uma casa de madeira, nos fundos de um quintal, onde a moradora – uma senhora na casa dos 55 anos – vive sozinha, um caso aparente de acumulação compulsiva, também conhecido como transtorno de acumulação.

O padrão de comportamento que se caracteriza pelo excesso de aquisição de itens e relutância no descarte da grande quantidade de objetos, que costumam cobrir áreas de estar da casa, favorecendo a proliferação de ratos e insetos, como baratas, aranhas e escorpiões. A dona de casa foi preparada durante a semana, pela equipe de assistência social do município, e não se opôs à retirada dos objetos no último sábado.

“Fizemos o serviço em cinco pessoas, com dois voluntários, o motorista do caminhão que transportou os objetos para descarte no aterro sanitário municipal e o operador da pá carregadeira, que foi necessária para o carregamento, além de mim”, informou o coordenador da Vigilância Sanitária, Luizim Rosa.

Segundo ele, chamou atenção a grande quantidade de bonecas – mais de 100, dos mais variados tipos – e o volume de roupas velhas, empilhadas em todos os cômodos. “Havia uma estreita passagem livre para caminhar dentro da casa”, disse. Também havia muitas malas, bolsas e latinhas recicláveis, além do lixo.

Durante a limpeza, que exigiu uma pá carregadeira, surgiram muitos ratos e baratas. O trabalho começou por volta das 8h e durou até as 15h. Com o apoio da assistência social a dona de casa terá acompanhamento médico e familiar.

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