Quem tiver um histórico de alergias não deve tomar as vacinas da Pfizer/BioNtech. O alerta foi dado pelo Serviço Nacional de Saúde britânico depois de se terem verificado reações em dois funcionários do sistema de saúde.

O conselho aplica-se a quem sofra reações a medicamentos, comida ou vacinas.

A advertência foi divulgada depois que dois funcionários do Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico, que estiveram entre os primeiros a receber a vacina, sofreram reações alérgicas e precisaram de tratamento.

O diretor médico do NHS na Inglaterra, Stephen Powis, explicou que as duas pessoas, com histórico de alergias, estão se recuperando de maneira adequada.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), organismo independente britânico que na semana passada foi o primeiro do mundo a autorizar esta vacina, aconselha agora que “as pessoas com um histórico significativo de reações alérgicas não a recebam” com precaução.

As reações alérgicas “significativas” incluem medicamentos, alimentos ou vacinas, segundo a MHRA.

Na terça-feira, milhares de habitantes do Reino Unido se tornaram os primeiros do mundo ocidental a receber uma vacina contra a covid-19, quando o NHS iniciou a maior campanha de vacinação desde sua criação em 1948.

A vacina da Pfizer/BioNTech é administrada em duas doses, com 21 dias de intervalo.

Pessoas com mais de 80 anos, seus cuidadores e profissionais de saúde foram selecionados como o primeiro grupo de vacinação.

O país recebeu 800.000 doses da vacina no primeiro lote de um pedido total de 40 milhões que deve chegar progressivamente nos próximos meses.

O diretor executivo da Pfizer, Albert Bourla, na terça-feira (8/12), disse entender a inquietação internacional com a velocidade que as empresas farmacêuticas produzem as vacinas contra o coronavírus. Mas insistiu que todos os protocolos de segurança são respeitados.

A Pfizer afirmou que a MHRA informou sobre as reações alérgicas, mas que durante os testes clínicos de fase 3 em mais de 40.000 pessoas, a vacina foi “bem tolerada em geral, sem o registro de problemas de segurança graves”.

A Rússia avança com a vacinação com a sua Sputnik V. Milhares de inoculações têm estado a decorrer. A vacinação de médicos e professores começou no fim de semana. Mesmo a Sibéria já recebe os primeiros lotes.

Um dos responsáveis pela vacina, Alexander Gintsburg, nega a ideia de que quem é vacinado deve abster-se de beber álcool durante dois meses e evitar tomar imunossupressores, conforme foi pedido pela vice-primeira-ministra para saúde, Tatiana Golikova.

Em Copenhagen, Dinamarca, onde crianças com mais de 11 estão impedidas de ir à escola e os bares e restaurantes são encerrados, à semelhança do que já acontece noutros pontos da Europa.

“Eu percebo que temos que fazer algo. Os números aumentam continuamente e nada melhora. Ao mesmo tempo penso que as pessoas acabam se reunirem em casa. Ou seja, não podem sair num ambiente controlado e vão estar num ambiente não controlado em casa”.

E enquanto na Itália, um dos países mais atingidos, já se fazem os preparativos para o Natal, um estudo sugere que a Covid-19 já circulava desde novembro de 2019, três meses antes de ter sido detectada a primeira transmissão local. A infeção de uma criança pode terá sido confundida com sarampo.

Fonte: Euronews e AFP

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