quinta-feira, 28 outubro 2021
UMUARAMA/PR

Vídeo mostra momento que PMs libertam criança que era mantida acorrentada dentro de tambor

Vídeo mostra momento que PMs libertam criança que era mantida acorrentada dentro de tambor

O garoto disse que estava há aproximadamente 4 ou 5 dias sem receber alimentação, o menino chegou a comer as próprias fezes e que passava por essa situação há anos.

Após denúncias de vizinhos, policiais militares libertaram um garoto de 11 anos que era mantido em cárcere privado pela família, (madrasta, irmã e pai) em uma comunidade do Jardim Recôncavo em Campinas-SP.

Assim que os policiais chegaram no local, por volta das 16h30deste sábado (30), os vizinhos apontaram a residência onde a criança era mantida presa e logo avistaram sua cabeça por um “cubículo” na laje.

Os policiais foram até o local, onde se encontrava o menor, ele estava dentro de um barril de metal com as mãos, os pés e a cintura acorrentados para dificultar sua saída. O ‘cubículo”estava coberto com telha amianto e uma pia de mármore.

Segundo a PM, o espaço em que a vítima  se encontrava estava muito quente, por estar exposto diretamente ao sol, e dentro do barril havia uma quantidade considerável de fezes e urina do menor.

Ainda de acordo com os policiais, os braços do menino estavam acorrentados e fixos na parte de cima do tambor, de tal modo que ele não conseguia se agachar ou se sentar dentro do tambor, sendo obrigado a permanecer em pé o tempo todo, sendo que as pernas do mesmo estavam até inchadas em razão de tal fato.

O garoto aparentava estar subnutrido e disse aos policias que já chegou a comer as próprias fezes, pois estava há aproximadamente 4 ou 5 dias sem receber alimentação, e estava passando por essa situação há anos.

Populares disseram que começaram a desconfiar da situação, pois o garoto não saia mais na rua para brincar e, desde antes da pandemia, ele não frequentava mais a escola.

A equipe policial cortou as correntes que prendiam a vítima utilizando um corta fios e acionaram o SAMU para realizar o primeiro atendimento médico.

Na residência moravam o pai da criança, sua namorada, que estavam no mercado, e sua enteada, que estava próximo a casa quando a PM chegou, e recebeu os militares.

O Conselho Tutelar foi acionado e orientou que a criança fosse entregue aos cuidados de uma tia paterna.

O menor foi conduzido pelo SAMU ao P.S. Ouro Verde, onde foi medicado e permaneceu internado, acompanhado de sua tia Cristina.

O pai Carlos Eduardo dos Santos, 31 anos; a madrasta Maria José Rossetti Rodrigues Pinto, 39 anos; e sua filha Stefani Caroline Rodrigues de Souza, 22 anos, foram presos e autuados em flagrante pelo crime de tortura. O pai por crime doloso , já a madrasta e sua filha por crime culposo, sendo arbitrado fiança para as mulheres no valor de R$ 5 mil para cada.

“Com relação ao crime da tortura omissiva das duas indiciadas, esta Autoridade signatária, considerando, ainda, o que dispõe os Artigos 322 e 325 do C.P.P, bem como demais circunstâncias da prática delitiva, tendo como parâmetro fixador 05 ( cinco ) salários mínimos, deliberou por arbitrar FIANÇA CRIMINAL, no valor de R$ 5.000,00 ( cinco mil reais ) a cada uma delas, para que, em sendo exibida, a autora responda solta as acusações que ora lhe são imputadas e, não sendo exibido o valor de fiança arbitrada, deverá a flagranciada ser recolhida na Cadeia de Paulínia, à disposição do Nobre Juízo Criminal desta Comarca”, se pronunciou o delegado.

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