A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar os fatos de um suposto caso de maus-tratos, segunda-feira (29), em uma adolescente de 17 anos, que estaria sendo mantida acorrentada por seus pais em uma casa no Jardim Natal Marrafon, em Pirapozinho (SP).

De acordo com depoimentos publicados pelo policial civil Andrews Bratifisch, a adolescente estaria dormindo todas as noites acorrentada desde 27 de janeiro, e teria passado o último final de semana acorrentada à cama o tempo todo. A motivação dos maus-tratos seria o relacionamento da menina com um rapaz, que segundo a família seria usuário de drogas.

Divulgação redes sociais

O delegado Rafael Galvão, responsável pelo caso, informou que a polícia chegou até a casa da família depois de receber postagens pedindo socorro, feitas pela menina nas redes sociais.

Quando a polícia chegou até o local, a jovem estava solta e todos foram encaminhados para delegacia. A mãe, de 41 anos, e o pai, de 45, foram ouvidos e liberados. Uma corrente usada para prender a adolescente foi apreendida.

No depoimento a mãe contou que não mantinha a filha em cárcere privado, mas assumiu que a acorrentava devido a desobediência da garota, que saia para namorar e estaria até usando drogas. A menina tem mais irmãos, e segundo ela, e de acordo com o depoimento dos próprios pais, a relação com eles é normal.

O delegado explicou que não houve prisão em flagrante devido as “versões conflitantes, e que cada uma das partes possui testemunhas. Em situações como essa é muito temerário decretarmos prisões em flagrante de certas pessoas. A gente precisa de acompanhamento psicológico de ambas as partes através do Creas, relatórios do conselho tutelar, e assim investigar um eventual crime de maus-tratos, tortura ou total atipicidade da conduta”.

Além da instauração do inquérito, o caso foi informado ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar, ao Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) e ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras). A adolescente foi encaminhada para o abrigo Minha Casa de Pirapozinho.

O prazo para conclusão do inquérito policial é de 30 dias.

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