A Polícia Federal apontou que Cláudia Mônica Pinheiro Torres tem ligação com outros empresários da região de Belo Horizonte, incluindo Marcelo Martins de Araújo, dono de um haras da região. A mulher que se passava por enfermeira pode ter organizado três encontros para aplicação de imunizante.

De acordo com a investigação, Cláudia se encontrou com empresários e políticos nos dias 5, 17 e 22 de março. Os encontros aconteceram em um condomínio de luxo, no bairro Gutierrez, região oeste de Belo Horizonte, e moradores de pelo menos três apartamentos participaram do esquema.

Marcelo Martins de Araújo, que mora no condomínio, foi quem passou o contato de Cláudia a Rômulo Lessa, um dos controladores da Saritur. Em depoimento à Polícia Federal, Rômulo afirmou que havia acabado de passar por uma cirurgia e furou a fila por estar preocupado com a demora na imunização do SUS.

Cláudia Torres cobrava o valor de R$ 600 pela aplicação da vacina. O imunizante, no entanto, era falso, e não passava de soro fisiológico.

A falsa enfermeira

A mulher trabalhava como cuidadora de idosos e tem histórico de golpes. Uma investigação conduzida pelo Fantástico mostrou que Cláudia é suspeita de ter roubado R$ 20 mil de uma vítima, além de outros casos.

No escritório de uma das garagens em que a cuidadora de idosos aplicou os imunizantes falsos, a PF encontrou o nome de 57 empresários com horários marcados para a vacinação. Entre os nomes, estão quatro parentes do ex-senador Clésio Andrade, que negou ter recebido a vacina.

Metrópoles

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