Há 10 anos a Associação de Amparo Animal – Focinhos e Bigodes, de Altônia, resgata, cuida e providencia lares responsáveis para os animais de rua da cidade. Foram centenas de cachorros e gatos que estavam largados para morrer, mas que hoje têm um lar, são cuidados e bem tratados. No entanto, para que esse trabalho continue, é preciso ajuda da população e dos órgãos municipais.

A associação começou com apenas uma mulher, Cheila Gomes, que hoje é a presidente. Ela não aguentava mais ver tantos animais sofrendo sozinhos, e resolveu ajudar da forma que podia, adotando, alimentando, custeando um tratamento, e aos poucos os voluntários foram aparecendo. Hoje, são 9 voluntários fixos e ativos na associação.

Eduardo Faria, um dos voluntários, contou a reportagem do Umuarama News, que a associação sobrevive de ações e doações. “Fazemos rifas, bingos, pedimos doações na internet, seja em dinheiro, ração, medicamentos, a população sempre ajuda. Muitos comerciantes também nos ajudam, colocando ração e água em frente suas lojas para os animais, alguns estabelecimentos, como o meu, têm até casinha. Temos vários pontos específicos da cidade onde os animais podem comer, beber agua, descansar”.

Ele explicou que atualmente, os voluntários cuidam de aproximadamente 60 animais de rua, além dos casos das famílias carentes que têm algum pet, ou os novos casos que vão chegando. A associação não possui um espaço para canil, e por isso, a maioria dos animais continuam nas ruas, porém, são castrados, vermifugados, vacinados, alimentados e monitorados pelos membros, além dos cuidados da população. “Em casos graves de doenças ou atropelamentos, nós levamos para algum lar temporário, e após o tratamento do animal, tentamos encontrar tutores, fazemos isso com todos, mas quando não achamos, temos que deixar o animal na rua novamente, porém, não como se estivesse abandonado. Tentamos fazer o máximo, mas como não temos recursos, fazemos tudo o que está ao nosso alcance. ”, explicou Eduardo.

Foto: Arquivo pessoal

Recentemente foram castrados 538 animais, entre gatos e cachorros, machos e fêmeas, através do projeto de castração da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

Divulgação: Arquivo Pessoal

CUSTOS

São gastos em média 300 quilos de ração por mês para alimentar todos os animais. Essa ração chega até o pote dos gatos e cachorros da cidade através de doações e também são compradas com recursos próprios dos voluntários. Além dos medicamentos, castrações e tratamentos, que somam em média R$ 4 mil mensais.

“Temos a ajuda e paciência dos veterinários, que sempre nos esperam quando estamos devendo. Esse valor pode variar, as vezes temos mais casos de animais atropelados, outros meses, mais animais doentes, e assim vai”, informou Eduardo.

DOAÇÕES

Para doações, informações de adoção e voluntariado entre em contato com a presidente da Associação de Amparo Animal – Focinhos e Bigodes, Cheila Gomes. Siga a página no Facebook e acompanhe o dia a dia dos protetores de animais de Altônia.

Fazem parte da associação: Presidente Cheila Gomes, voluntários Edu Faria, Dany Faria, Dani França, Camila Barela, Letícia Barela, Bruna Fabre, Fernanda, Nicole, Rafael, Camila Cripa, Cristiane Zandoná, Sirley e Ana Paula.

Voluntários da Associação Focinhos e Bigodes – foto tirada antes da pandemia da Covid-19.

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