O tema ganha ênfase na área da ortopedia e abrange as áreas da pediatria, neurologia e especialidades médicas geral. Os especialistas da área, quando recebem pacientes com lesões incompatíveis com acidentes domésticos, precisam informar o conselho tutelar e encaminhar a criança.

Os especialistas analisam as lesões de pele, hematomas pelo corpo com diferentes etapas de cicatrização, principalmente nas regiões do braço, antebraço e pernas, que são regiões onde há incidência de ações violentas realizadas pelos agressores.

Hematomas nas regiões posteriores da cabeça também são analisadas com cautela e suspeita. De acordo com o ortopedista e traumatologista especialista em ortopedia infantil, reconstrução e alongamento ósseo Doutor Maxsuel Fidelis (CRM/PR 31578 RQE 22000 TEOT 15519), há mais incidência de lesões causadas por acidentes domésticos nas regiões anteriores.

‘’Lesões ortopédicas como, por exemplo, canto metafisário, fratura de fêmur em crianças de colo e no úmero, fraturas com consolidação em várias etapas são lesões características de maus-tratos.’’ Aponta o especialista.

Ele ressalta que os casos mais comuns acontecem dentro do meio familiar, tendo como maioria dos agressores pais e mães. Ele ainda reforça que quando há suspeita de maus-tratos, a assistência imediata deve ser garantida a criança, dados apontam que 25% das crianças que sofrem algum tipo de maus-tratos sofrerão novamente e 5% virão a óbito.

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