sábado, 18 setembro 2021
UMUARAMA/PR

Projeto de lei pede prioridade na vacinação de lactantes contra a Covid-19 no Paraná

Projeto de lei pede prioridade na vacinação de lactantes contra a Covid-19 no Paraná

Pesquisas apontam que as que foram vacinadas possuem anticorpos contra a doença presentes em seu leite, mas hoje, somente mães que tiveram bebês há até 45 dias fazem parte do grupo. O projeto é do Deputado Estadual Soldado Adriano José.

O deputado estadual Soldado Adriano José apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Paraná que determina ao governo do estado, que inclua as lactantes nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19. Hoje, somente mães que tiveram bebês há até 45 dias fazem parte do grupo. O projeto do deputado é a vacinação das lactantes até 12 meses.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a vacinação de mulheres que estão amamentando. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também defende a imunização delas e explica que não há necessidade de interromper a amamentação depois de receber a vacina.

Os estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte já incluíram as lactantes nos grupos prioritários. No Paraná, até nesta terça-feira (22) 19.220 mães que amamentam assinaram uma petição pedindo o imunizante.

De acordo com a presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Paranaense de Pediatria, Andrea Maciel de Oliveira Rossoni, nenhuma vacina existente no mercado atualmente é contraindicada às lactantes e o imunizante pode proteger os bebês.

“Alguns estudos estão começando a sair e mostrando que quando você tem as mães vacinadas os bebês recebem anticorpo pelo leite materno”, explicou.

E por se tratar de salvar vidas, o deputado Soldado Adriano José pede por meio do projeto de lei prioridade na vacinação das lactantes.

“Esta conduta de vacinar a mãe que está amamentando, pode salvar a vida do bebê. Então, vacinando as lactantes estamos na verdade preservando duas vidas, a da mãe e do recém-nascido. Por isso, precisamos de prioridade na vacinação dessas mulheres”, afirmou.

Pesquisas realizadas recentemente pela Universidade de São Paulo (USP) mostraram que lactantes vacinadas possuem anticorpos contra o coronavírus presentes em seu leite mesmo após quatro meses de receber o imunizante.

 

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