segunda-feira, 24 janeiro 2022
UMUARAMA/PR

Ex-prefeito e ex-servidores de Goioerê são denunciados pelo MP por emissão de ordens de pagamento que causaram prejuízo aos cofres públicos

Ex-prefeito e ex-servidores de Goioerê são denunciados pelo MP por emissão de ordens de pagamento que causaram prejuízo aos cofres públicos

Os valores foram gastos majoritariamente com despesas de viagem – inclusive estadias em hotéis de luxo causando um prejuízo total de quase R$ 90 mil ao erário.

PorMPPR

Em Goioerê, no Centro Ocidental do estado, o Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca, apresentou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra um ex-prefeito da cidade, Beto Costa,  (gestão 2011-2016) e outras quatro pessoas. O MPPR sustenta que todos, em alguma medida, foram responsáveis por irregularidades graves na emissão de empenhos para o pagamento de bens e serviços com recursos públicos, que geraram um prejuízo total de quase R$ 90 mil ao erário. Os valores foram gastos majoritariamente com despesas de viagem – inclusive estadias em hotéis de luxo.

Além do ex-gestor, são requeridos a então secretária municipal da Fazenda, um ex-diretor do Departamento de Saúde Municipal e ex-secretário do Município, e outras duas ex-servidoras. Como descreve a Promotoria na ação, “estipulando e realizando os adiantamentos no âmbito do Município de Goioerê de maneira diversa daquela prevista na legislação, desfiguraram o procedimento legal, viabilizando inúmeros pagamentos de adiantamentos não comprovados posteriormente pelos tomadores, gerando inegável prejuízo ao erário”.

Desorganização – Como as notas de empenho eram emitidas e pagas sem controle, não foi possível a identificação das pessoas de fato beneficiadas pelos pagamentos. Ainda conforme o MPPR, “a desorganização documental e a ausência de individualização das prestações de conta também indicam que as disposições contidas no Capítulo VII do Decreto Municipal nº 3.894/2011, que estipulavam os responsáveis pela análise da prestação de contas e aprovação destas, eram totalmente ignoradas, tornando ainda mais precário e de fácil fraude o regime de adiantamentos estipulado e executado pelos requeridos.”

No total, a auditoria realizada pelo Ministério Público identificou o desvio de R$ 88.188,51 com o esquema. A Promotoria requer a condenação de todos por ato de improbidade, com a devolução aos cofres públicos dos valores empregues indevidamente. Os requeridos também ficam sujeitos a sanções como a suspensão

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