quarta-feira, 6 julho 2022
UMUARAMA/PR

Paulo Eduardo Martins volta a defender a privatização da Petrobras 

Paulo Eduardo Martins volta a defender a privatização da Petrobras 

“A realidade é que não dá para esperar por preços menores de combustíveis, não tendo um princípio básico nesse mercado, que é a concorrência”; ressaltou o deputado.

“A realidade é que não dá para esperar por preços menores de combustíveis, não tendo um princípio básico nesse mercado, que é a concorrência”.  Com essa frase, o deputado federal Paulo Eduardo Martins (PL-PR), resume bem a questão que tanto tem tirado o sono dos brasileiros atuamente, que é o alto valor da gasolina, do álcool e do diesel.  O parlamentar, que há anos se destaca por ser um defensor das privatizações, em especial a da Petrobras, não enxerga um outro caminho para a empresa.  

Durante pronunciamento esta semana no plenário da Câmara, Martins, que é pré-candidato ao Senado com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), fez uma rápida recapituação histórica sobre o porquê a situação chegou a esse ponto. O parlamentar lembrou que a Petrobras, criada no governo Vargas com a campanha massiva “O petróleo é nosso”, virou uma espécie de cultura nacional e, que, quem  ousa  demonstrar os erros graves  e os problemas estruturais da empresa, é taxado de traidor da pátria. ““É por isso que esse debate acaba sendo tão difícil no Brasil e o país paga tanto por isso”.  

Apesar de,  em 1997, ter havido a quebra do monopólio legal da Petrobras, com a chamada Lei do Petróleo,  na prática, a estatal concentra em suas refinarias a produção de quase todo o combustível distribuído nos postos do país. Diante dessa situação, Paulo Eduardo Martins destaca que a privatização só faria bem ao Brasil e chama a atenção para dados importantes. Quando o regime de concessões foi instituído, a Petrobras produzia  850 mil barris por ano, dez anos depois, essa produção saltou 1 milhão e 900 mil barris ao ano. Por isso, Martins defende que a modernização da empresa passa pela privatização. “A gente ficar falando em Petrobras nos moldes em que ela está hoje, é condenar esse país ao atraso. Não vai resolver o problema do preço do combustível hoje. Mas, resolve , sim, um dos elementos, que é criar um mercado de concorrência no setor do conbustíveis no Brasil. Não por acaso, as forças do atraso se posicionam contrariamente”.  

No mês passado, o ministro das Minas e Energia, afirmou que pediria estudos ao governo  sobre a eventual provatização da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). Os partidos de esquerda se mobilizam contra e tentam travar o debate.  

O debate fica mais acalorado porque acontece pouco depois de o Tribunal de Contas da União intimar o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, Renato de Souza Duque, a devolver R$ 975 milhões por obras paralisadas nas refinarias Premium I e II e que foram abandonadas durante o governo de Dilma Rousseff, gerando bilhões em prejuízos. Duque foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Lula e permaneceu na estatal entre 2003 e 2015.  “ O nacionalismo, a paixão pela Petrobras, vai até a porta da sala de uma diretoria dela”, finaliza Paulo Eduardo Matins.  

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